Resultado IDS - 12 de Dezembro de 2003

São Caetano ganha o título paulista de competitividade

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IEM 2002  
IC 2002  
IDEE 2002  
IDS Final  
IGC 2002  

São Caetano, na Região Metropolitana de São Paulo, é a campeã do IGC (Índice Geral de Competitividade) organizado pelo Instituto de Estudos Metropolitanos com base em 15 indicadores das áreas econômica, financeira, criminal e social. Melhor colocada em dois dos quatro macroindicadores que estruturam o Índice Geral de Competitividade (nas áreas econômica e social), São Caetano alcançou 65,53 dos 100 pontos possíveis, quase sete pontos percentuais à frente de Santos, que chegou a 58,42%. Nem mesmo os tropeços nos indicadores de eficiência na gestão de recursos públicos e em criminalidade derrubaram São Caetano.

O Interior dominou o ranking, que envolve os 55 municípios economicamente mais importantes do Estado: entre os 20 primeiros colocados, 15 são dessa porção que cresce sistematicamente entre os paulistas. Santos é a única representante da Baixada Santista, classificando-se em segundo lugar. Além de São Caetano, a Grande São Paulo conta com mais três destaques entre os 20 primeiros: São Paulo é quarta colocada, São Bernardo oitava e Santo André, 15ª.

O Índice Geral de Competitividade é resultado de parceria entre o Instituto de Estudos Metropolitanos e a Target Marketing e Pesquisa, empresa especializada em estudos sobre o potencial de consumo dos municípios brasileiros. Segundo avaliação do jornalista Daniel Lima, fundador e conselheiro do IEME, o resultado final demonstra com clareza que os dados sempre oficiais que dão sustentação aos macroindicadores pesquisados representam uma tomografia perfeita do que ocorre no G-55, como são definidos os 55 municípios que constam do radar de informações. "Agora prefeitos e investidores contam com uma sinergia de dados de quatro campos diferentes que em muito poderão contribuir tanto para a melhoria da gestão pública como para a definição de investimentos produtivos" -- afirma.

O maior peso ponderado na composição do IGC (Índice Geral de Competitividade) está concentrado no IDEE (Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado), que envolve cinco indicadores: Valor Adicionado (produção de riqueza da indústria de transformação), ISS (Imposto Sobre Serviços), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), Inclusão Digital e Potencial de Consumo. São 40% de peso relativo, contra 30% do IEM (Índice de Eficiência Municipal), formado pelos ranqueamentos de custos com o quadro de funcionários do Executivo, gastos do Legislativo e arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). O IC (Índice de Criminalidade), com peso de 10% no IGC, reúne dados de roubos e furtos diversos, roubos e furtos de veículos e homicídios dolosos. Completando o IGC, o IDS (Índice de Desenvolvimento Social), com 20% de peso, conta com quatro indicadores: pobreza, distribuição de renda, escolaridade e alfabetização.

O Instituto de Estudos Metropolitanos lança mão de diversas fontes oficiais, direta ou indiretamente, para construir os 15 indicadores que formam os ranqueamentos temáticos que, por sua vez, definem o Índice Geral de Competitividade. São dados do IBGE, do Tribunal de Contas do Estado, da Secretaria da Fazenda do Estado e de outras instituições. No caso do Índice de Desenvolvimento Social, o IEME baseou-se no Atlas de Exclusão Social no Brasil lançado este ano por acadêmicos da Unicamp, PUC e USP. A metodologia e os conceitos foram estruturados pelos conselheiros, que definiram atribuir maior peso à riqueza acumulada e à gestão financeira dos municípios por entenderem que desenvolvimento econômico é o carro-chefe do crescimento do País.

Para o engenheiro e empresário Nelson Tadeu Pereira, ex-executivo da Rhodia e conselheiro do IEME, o Índice Geral de Competitividade passa a ser um referencial obrigatório. "A integração de dados de áreas só aparentemente distintas, como são a economia, a gestão financeira do Poder Público, a criminalidade e o desenvolvimento social, alterará significativamente o sentido da expressão competitividade, porque tanto para os dirigentes públicos como para os empreendedores é indispensável se debruçar sobre esse verdadeiro painel de informações que se entrecruzam para consolidar ou desmistificar imagens" -- afirma.

Marcos Pazzini, também conselheiro do IEME e diretor da Target Marketing e Pesquisa, lembra que a concentração dos números colhidos ao longo dos últimos seis meses chega a um momento muito especial: "É possível que um clique do mouse no portal do IEME abra as portas de muitas certezas e retire a névoa de dúvidas quando se trata de analisar o desempenho histórico e presente dos municípios mais importantes do Estado" -- afirma.

O geógrafo Josué Catharino, igualmente conselheiro do IEME, enfatiza a relevância do estudo sincronizado de várias áreas como ferramenta capaz de comprovar a importância de observar o conceito de competitividade sob ângulo contemporâneo: "Vejam que Paulínia, segunda melhor colocada no IDEE, ou seja, em consolidação de riqueza econômica, desaba para o 17º lugar na classificação final do Índice Geral de Competitividade porque não conseguiu se sustentar em muitos dos demais indicadores. Por exemplo: caiu pelas tabelas no Índice de Eficiência Municipal. Certamente seus homens públicos irão repensar os dispêndios com a máquina pública do Executivo e do Legislativo se quiserem subir no ranking" - afirma.
IEM 2002, IC 2002, , IGC 2002.