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Resultado
IDS - 12 de Dezembro de 2003
São Caetano ganha o título paulista de competitividade
São
Caetano, na Região Metropolitana de São Paulo, é
a campeã do IGC (Índice Geral de Competitividade)
organizado pelo Instituto de Estudos Metropolitanos com base em
15 indicadores das áreas econômica, financeira, criminal
e social. Melhor colocada em dois dos quatro macroindicadores
que estruturam o Índice Geral de Competitividade (nas áreas
econômica e social), São Caetano alcançou
65,53 dos 100 pontos possíveis, quase sete pontos percentuais
à frente de Santos, que chegou a 58,42%. Nem mesmo os tropeços
nos indicadores de eficiência na gestão de recursos
públicos e em criminalidade derrubaram São Caetano.
O Interior dominou o ranking, que envolve os 55 municípios
economicamente mais importantes do Estado: entre os 20 primeiros
colocados, 15 são dessa porção que cresce
sistematicamente entre os paulistas. Santos é a única
representante da Baixada Santista, classificando-se em segundo
lugar. Além de São Caetano, a Grande São
Paulo conta com mais três destaques entre os 20 primeiros:
São Paulo é quarta colocada, São Bernardo
oitava e Santo André, 15ª.
O Índice Geral de Competitividade é resultado de
parceria entre o Instituto de Estudos Metropolitanos e a Target
Marketing e Pesquisa, empresa especializada em estudos sobre o
potencial de consumo dos municípios brasileiros. Segundo
avaliação do jornalista Daniel Lima, fundador e
conselheiro do IEME, o resultado final demonstra com clareza que
os dados sempre oficiais que dão sustentação
aos macroindicadores pesquisados representam uma tomografia perfeita
do que ocorre no G-55, como são definidos os 55 municípios
que constam do radar de informações. "Agora
prefeitos e investidores contam com uma sinergia de dados de quatro
campos diferentes que em muito poderão contribuir tanto
para a melhoria da gestão pública como para a definição
de investimentos produtivos" -- afirma.
O maior peso ponderado na composição do IGC (Índice
Geral de Competitividade) está concentrado no IDEE (Índice
de Desenvolvimento Econômico Equilibrado), que envolve cinco
indicadores: Valor Adicionado (produção de riqueza
da indústria de transformação), ISS (Imposto
Sobre Serviços), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos
Automotores), Inclusão Digital e Potencial de Consumo.
São 40% de peso relativo, contra 30% do IEM (Índice
de Eficiência Municipal), formado pelos ranqueamentos de
custos com o quadro de funcionários do Executivo, gastos
do Legislativo e arrecadação do IPTU (Imposto Predial
e Territorial Urbano). O IC (Índice de Criminalidade),
com peso de 10% no IGC, reúne dados de roubos e furtos
diversos, roubos e furtos de veículos e homicídios
dolosos. Completando o IGC, o IDS (Índice de Desenvolvimento
Social), com 20% de peso, conta com quatro indicadores: pobreza,
distribuição de renda, escolaridade e alfabetização.
O Instituto de Estudos Metropolitanos lança mão
de diversas fontes oficiais, direta ou indiretamente, para construir
os 15 indicadores que formam os ranqueamentos temáticos
que, por sua vez, definem o Índice Geral de Competitividade.
São dados do IBGE, do Tribunal de Contas do Estado, da
Secretaria da Fazenda do Estado e de outras instituições.
No caso do Índice de Desenvolvimento Social, o IEME baseou-se
no Atlas de Exclusão Social no Brasil lançado este
ano por acadêmicos da Unicamp, PUC e USP. A metodologia
e os conceitos foram estruturados pelos conselheiros, que definiram
atribuir maior peso à riqueza acumulada e à gestão
financeira dos municípios por entenderem que desenvolvimento
econômico é o carro-chefe do crescimento do País.
Para o engenheiro e empresário Nelson Tadeu Pereira, ex-executivo
da Rhodia e conselheiro do IEME, o Índice Geral de Competitividade
passa a ser um referencial obrigatório. "A integração
de dados de áreas só aparentemente distintas, como
são a economia, a gestão financeira do Poder Público,
a criminalidade e o desenvolvimento social, alterará significativamente
o sentido da expressão competitividade, porque tanto para
os dirigentes públicos como para os empreendedores é
indispensável se debruçar sobre esse verdadeiro
painel de informações que se entrecruzam para consolidar
ou desmistificar imagens" -- afirma.
Marcos Pazzini, também conselheiro do IEME e diretor da
Target Marketing e Pesquisa, lembra que a concentração
dos números colhidos ao longo dos últimos seis meses
chega a um momento muito especial: "É possível
que um clique do mouse no portal do IEME abra as portas de muitas
certezas e retire a névoa de dúvidas quando se trata
de analisar o desempenho histórico e presente dos municípios
mais importantes do Estado" -- afirma.
O geógrafo Josué Catharino, igualmente conselheiro
do IEME, enfatiza a relevância do estudo sincronizado de
várias áreas como ferramenta capaz de comprovar
a importância de observar o conceito de competitividade
sob ângulo contemporâneo: "Vejam que Paulínia,
segunda melhor colocada no IDEE, ou seja, em consolidação
de riqueza econômica, desaba para o 17º lugar na classificação
final do Índice Geral de Competitividade porque não
conseguiu se sustentar em muitos dos demais indicadores. Por exemplo:
caiu pelas tabelas no Índice de Eficiência Municipal.
Certamente seus homens públicos irão repensar os
dispêndios com a máquina pública do Executivo
e do Legislativo se quiserem subir no ranking" - afirma.
IEM 2002, IC 2002, , IGC 2002.
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