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Resultado
IEM - 29 de Outubro de 2003
Franca
sobe à liderança, Paulínia segue na lanterna.
Franca assumiu
a liderança de eficiência municipal com gastos do
Legislativo que o IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos) elabora
com base em dados do Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo. Quarta colocada no ranking de 2001, Franca tornou-se campeã
com gasto por morador de apenas R$ 8,73 para sustentar sua Câmara
de Vereadores. Paulínia, na Região Metropolitana
de Campinas, segue na lanterninha: consumiu por morador R$ 251,69.
O total de despesas dos Legislativos dos 55 municípios
economicamente mais importantes do Estado, pesquisados pelo IEME,
alcançou R$ 646,9 milhões, quantia semelhante à
receita total de impostos diretos e indiretos de Santo André
e São Vicente no ano passado.
A diferença
entre a eficiência de Franca e a gastança de Paulínia
pode ser contraposta de duas formas. A primeira considera que,
se os 55 municípios desembolsarem com a manutenção
das Câmaras de Vereadores o que Franca despende, o montante
atingiria R$ 226,9 milhões em 2002, ou seja, seriam gerados
R$ 419,94 milhões de economia. Já se o referencial
de gasto fosse Paulínia, os 55 municípios teriam
consumido R$ 6,54 bilhões.
O IEME defende
a tese de que os recursos financeiros transferidos do Executivo
para as Câmaras de Vereadores deveriam ser reenquadrados
na Lei de Responsabilidade Fiscal, estabelecendo-se limites que
não fossem correlacionados às receitas gerais de
cada Município, mas sim com base na própria metodologia
da pesquisa: divide-se o valor gasto pelo número de habitantes.
"Essa é a melhor maneira de evitar o conceito obtuso
segundo o qual, quem gasta mais porque tem mais para gastar, pode
ser eficiente" -- afirma o jornalista Daniel Lima, analista
do Instituto de Estudos Metropolitanos: "A Lei de Responsabilidade
Fiscal poderia ser modificada de modo que os Legislativos gastassem
apenas dentro dos limites de determinado valor por morador, preferencialmente
o mais próximo possível do que apresentou Franca
em 2002. Com isso, poderia ser incrementado um fundo de investimentos
para aplicação nas regiões metropolitanas
paulistas" -- completa.
Botucatu
não só perdeu a liderança como caiu para
sétimo lugar no Índice de Eficiência do Legislativo.
Em 2001 o Município do Interior com 108 mil habitantes
consumiu por morador para manter seu Legislativo exatamente R$
8,63, valor pouco inferior aos R$ 8,73 apresentados no ano seguinte
por Franca, então quarta colocada. O gasto por morador
em Botucatu subiu para R$ 12,57 no ano passado. Os valores de
Cajamar, Itu e São Sebastião (*) são estimados,
com base nas despesas de 2001.
Por enquanto,
o Índice de Eficiência Municipal do Instituto de
Estudos Metropolitanos considera três indicadores: gastos
com o Legislativo, gastos com o Executivo e arrecadação
do IPTU. Na semana que vem o IEME vai anunciar novos números.
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