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Resultado
IEM - 05 de Setembro de 2003
Barueri
lidera ISS; São Sebastião dá maior salto
Barueri,
na Região Metropolitana da Grande São Paulo, segue
na liderança do ranking do ISS (Imposto Sobre Serviços)
preparado pelo IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos), depois
de comparados os dados de 2001 e 2002. Entretanto, quem mais se
destacou na atualização dos estudos que compõem
o IDEE (Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado)
é São Sebastião, no Litoral Norte, que saltou
do 30º para o nono lugar na classificação geral.
O ranking do ISS tem peso de 10% no IDEE.
O conjunto
de 35 municípios analisados pelo Instituto de Estudos Metropolitanos
e que representam dois terços da economia paulista arrecadou
R$ 3,014 bilhões de ISS em 2002. Mais da metade desse montante
(R$ 1,973 bilhão) foi recolhido pela Capital, quarta colocada
na classificação geral. A explicação
dos coordenadores estatístico e econômico do IEME,
Marcos Pazzini e Daniel Lima: o ranking é resultado da
divisão da receita de cada Município pela respectiva
população.
Para Marcos
Pazzini, diretor da Target Marketing e Pesquisas, a transformação
per capita do ISS dá dimensão da realidade arrecadatória
de cada Município: "A grandiosidade dos números
da cidade de São Paulo precisa ser relativizada pelo universo
de moradores para que não haja o menor erro de compreensão
da realidade que a cerca" -- afirma.
Somente
Jaguariúna, na Região Metropolitana de Campinas,
deixou o grupo dos 10 municípios de melhor desempenho no
ISS entre 2001, caindo do nono para o 14º lugar em 2002.
Entre os 10 últimos, Franca safou-se da 48a colocação
e subiu para a 44a, enquanto Rio Claro caiu da 31a para a 54.
É
extraordinária a diferença entre Barueri de forte
industrialização seletiva no setor químico
petroquímico, além de praticante de guerra fiscal
em serviços, e Carapicuíba, cidade da Grande São
Paulo com baixo grau de industrialização: enquanto
a campeã Barueri conta com receita de ISS por habitante
de R$ 416,88, a lanterninha Carapicuíba registrou apenas
R$ 11,16.
Algumas
características econômicas estão enraizadas
entre os primeiros colocados do ranking do ISS do IEME: há
os municípios seletivamente industrializados na área
química e petroquímica (Barueri, Paulínia
e Cubatão); outros contam com forte viés alfandegário
(Santos e São Sebastião); alguns se lançaram
decididamente na guerra fiscal de prestação de serviços
com rebaixamento de alíquotas (Barueri, São Caetano,
Cajamar e Cotia); outro reúne uma combinação
de industrialização e guerra fiscal (São
Bernardo) e, como é o caso da Capital, conta com vitalidade
na intersecção entre o setor industrial e o de prestação
de serviços, além do chamado terciário avançado
em áreas nobre como finanças, entretenimento, gastronomia
e engenharia, entre outras.
Na próxima
terça-feira o Instituto de Estudos Metropolitanos vai divulgar
o novo ranking do Valor Adicionado dos 55 maiores municípios
do Estado.
DLC Assessoria
de Comunicação
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