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Resultado
IEM - 19 de Julho de 2003
Gastos
com o Legislativo - Botucatu não chega a R$ 10. Paulínia
ultrapassa R$ 160
Botucatu
e Cubatão contam com população semelhante,
de 108 mil pessoas, mas estão em pontos praticamente extremos
no ranking de custo do Legislativo, segundo o novo indicador do
Índice de Eficiência Municipal do IEME (Instituto
de Estudos Metropolitanos). Os dados são oficiais e relativos
ao exercício de 2001: enquanto Botucatu consumiu apenas
R$ 934,6 mil para manter a Câmara Municipal, Cubatão
gastou R$ 12,4 milhões. O ranking do IEME leva em conta
o equivalente ao valor despendido por morador. Por isso Botucatu
é campeã de eficiência entre as 55 cidades
economicamente mais importantes do Estado, com R$ 8,63, contra
R$ 114,90 de Cubatão, penúltima colocada.
A campeã
em gastos com o Legislativo é a pequena Paulínia,
na Região Metropolitana de Campinas: com apenas 51 mil
habitantes, Paulínia consumiu R$ 8,320 milhões em
2001, média per capita de R$ 162,12. Em números
absolutos, o Legislativo de Paulínia consome mais recursos
públicos do que o de Sorocaba, por exemplo, que conta com
população de quase 500 mil habitantes. Paulínia,
maior arrecadadora de ICMS per capita do Estado por causa da industrialização
seletiva, também é quem mais gasta com servidores
do Executivo, segundo pesquisa já divulgada pelo Instituto
de Estudos Metropolitanos e disponível, como esse novo
estudo, no portal www.ieme.com.br.
A lista dos
10 municípios mais eficientes no Legislativo está
toda centralizada no Interior do Estado. Pela ordem, os 10 primeiros
são os seguintes: Botucatu, Presidente Prudente, Araras,
Franca, Limeira, Sorocaba, Itaquaquecetuba, Indaiatuba, Santa
Bárbara D'Oeste e Sumaré.
A Grande
São Paulo e a Região Metropolitana da Baixada Santista
concentram o maior contingente de municípios perdulários
no Legislativo. Paulínia é a última colocada
entre os 55 municípios. Antecedem Paulínia, pela
ordem de maiores gastos: Cubatão, São Sebastião,
São Caetano, Santos, Itu, Barueri, Taboão da Serra,
Cotia, Praia Grande e Jacareí.
O ranking
do Legislativo do Instituto de Estudos Metropolitano se junta
ao custo do Executivo e do IPTU (Imposto Predial e Territorial
Urbano) e aos demais impostos municipais, mas ainda não
conclui o quadro de eficiência. Alguns novos indicadores
serão acrescentados. O próximo envolverá
o índice de vulnerabilidade. O estudo consiste em revelar
o ranking dos municípios com base no quanto arrecadam de
impostos diretos e o quanto recebem a título de repasse.
Coordenadores
da série de indicadores do Instituto de Estudos Metropolitanos,
o pesquisador Marcos Pazzini e o jornalista Daniel Lima explicam
que o ranqueamento do Legislativo obedeceu critério mais
simples e direto do que os anteriores. "Simplesmente dividimos
o total consumido por Legislativo pela respectiva população
atendida e atribuíamos o fator de ancoragem classificatória
ao Município detentor do menor valor per capita" --
disse Marcos Pazzini, da Target Marketing e Pesquisas. "Qualquer
outro critério que fosse utilizado para medir aspectos
como responsabilidade e perdularismo na gestão de dinheiro
público no Legislativo que não contemplasse a despesa
pelo número de habitantes agrediria o bom senso. Nem pensar
em dividir o total despendido pela receita geral ou algo parecido,
porque a iniciativa sacralizaria o despautério que está
evidente no tobogã numérico" -- completou Daniel
Lima, da Editora Livre Mercado.
Dos 55 municípios
pesquisados pelo IEME, que somam dois terços da economia
paulista, apenas quatro (Guarulhos, Toboão da Serra, São
Sebastião e Carapicuíba) apresentam dados estimados.
Os coordenadores do IEME explicam que houve série de dificuldades,
por isso tiveram de recorrer aos dados de 2000, deflacionando
os valores. "Na medida em que os dados efetivos forem liberados,
alteraremos o quadro, mas não existe a menor possibilidade
de mudanças significativas no ranking" -- afirma Pazzini.
DLC Assessoria de Comunicação
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