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Resultado
IEM - 15 de Agosto de 2003
Itu
e Itaquaquecetuba: extremos de impostos
Itu e Itaquaquecetuba
são extremos do ranking de Eficiência Municipal do
IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos) que define o peso da
carga tributária dos 55 municípios economicamente
mais importantes do Estado. O resultado faz parte da terceira
rodada de medição da gestão financeira das
prefeituras. Anteriormente foram formatados quadros classificatórios
do custo do funcionalismo público e do IPTU (Imposto Predial
e Territorial Urbano). Na próxima terça-feira, 19
de agosto, o IEME vai anunciar o ranking dos legislativos, ou
seja, quanto custa para cada morador das 55 cidades a manutenção
da Câmara de Vereadores.
O ranking
do custo tributário dos municípios também
não engloba o ISS (Imposto Sobre Serviços), que,
como o IPTU, tem ranqueamento próprio. O Instituto de Estudos
Metropolitanos optou pelo ranqueamento específico de impostos,
taxas e contribuições diversas. Enfim, tudo o que
entra nos cofres por força da relação direta
de tributos municipais, com exceção do ISS e do
IPTU, já ranqueados.
Os conceitos
e a metodologia que determinaram o ranqueamento da carga tributária
dos municípios são réplicas da aplicação
do ranking do custo do IPTU, cuja avaliação mereceu
quadro específico. O resultado final de cada Município
decorre da seguinte formulação:
_ Divide-se
o valor médio da carga tributária própria
por morador pela média também por morador do potencial
de consumo. O índice resultante da equação
é confrontado com o índice geral dos 55 municípios,
resultado da mesma dinâmica, depois de somados todos os
valores e populações. Quem mais se aproximar do
índice médio geral alcançará maior
percentual de eficiência. Quem estiver mais para baixo ou
para cima acabará registrando menor índice geral.
Um exemplo
prático da vitória de Itu, localizada na Região
Administrativa de Sorocaba, com base nos dados de 2001:
_ Itu apresentou
média per capita de custo com tributos próprios
de R$ 30,73 que, divididos por R$ 5.871,74, que é o potencial
de consumo médio por morador, significou o índice
geral de 0,005233, ou 99,95% do índice médio geral
dos 55 municípios. O índice médio geral dos
55 municípios alcançou 0,005230, resultado da divisão
da receita per capita média geral de R$ 37,30 pelo potencial
de consumo per capita médio de R$ 7.132,53.
A lanterninha
de Itaquaquecetuba no ranking do custo de tributos próprios
decorreu do seguinte cruzamento de dados:
_ Itaquaquecetuba
apresentou a média per capita de custo com tributos próprios
de R$ 2,17 por morador que, dividida por R$ 4.080,40, que é
o potencial de consumo médio por morador, significou o
índice geral de 0,000531, ou apenas 10,15% do índice
médio geral dos 55 municípios.
Formulação
-- Coordenadores econômicos do IEME, o jornalista Daniel
Lima e o pesquisador Marcos Pazzini, diretor da Target Marketing
e Pesquisa, explicam a fórmula adotada também para
a medição do custo dos demais tributos municipais,
como a quebra de paradigmas.
"A simples
divisão do montante de recursos de cada Prefeitura pela
população como fator de hierarquização
dos municípios seria um reducionismo desarmonizador de
uma metodologia que estamos aplicando em todos os indicadores.
Afinal, desprezaria uma condição básica de
potencialidade de desembolso, que está agregada ao potencial
de consumo" -- afirma Pazzini. "Qualquer equação
de custos tributários que despreze a condição
contributiva será uma conta imprecisa dadas as diferenças
de riqueza entre os 55 universos pesquisados" -- completa
Daniel Lima.
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