|
Grande ABC,
terça-feira, 27 de julho de 2004
São
Caetano continua líder no Índice de Desenvolvimento
Equilibrado do Estado
São
Caetano, município da Grande São Paulo, lidera novamente
o ranking do IDEE (Índice de Desenvolvimento Econômico
Equilibrado) do IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos). O
Município obteve discreto aumento na pontuação
de 2003 -- ano do lançamento do indicador -- após
o cruzamento das variáveis IPVA (Imposto sobre Propriedade
de Veículos Automotores), Inclusão Digital, IPC
(Índice de Potencial de Consumo), Valor Adicionado e ISS
(Imposto Sobre Serviços). Paulínia, Santos, Santana
de Parnaíba, Vinhedo, Campinas, São Paulo, Jundiaí,
São Bernardo e Valinhos completam o ranking dos 10 primeiros
colocados entre as 75 cidades mais importantes do Estado pesquisadas
pelo IEME.
Para alcançar pela segunda vez o topo
desse indicador de riqueza construído com base nos cinco
mais consolidados índices estatísticos do País,
São Caetano obteve 73,01071 pontos em 100 possíveis
e foi o primeiro nos quesitos IPVA, IPC e Inclusão Digital.
A principal diferença em relação ao ano passado
foi a ampliação do universo pesquisado de 55 para
75 municípios paulistas, o que provocou alterações
nas primeiras colocações. Santana de Parnaíba,
Vinhedo e Valinhos não participaram da análise anterior
e alcançaram, respectivamente, o quarto, quinto e o 10º
lugares do IDEE. Em consequência, Ribeirão Preto,
Santo André e Barueri saíram do pelotão de
elite para ocupar o 11º, o 12º e 13º postos, respectivamente.
Entre os 10 primeiros colocados no IDEE, apenas
São Caetano, Santana de Parnaíba, São Paulo
e São Bernardo pertencem à Grande São Paulo.
Já no bloco das 10 últimas posições
aparecem oito dos 39 municípios que integram o entorno
da Capital paulista: Itaquaquecetuba, Itapevi, Embu, Itapecerica
da Serra, Carapicuiba, Suzano, Mauá e Diadema. Dois municípios
lanterninhas -- Sumaré e Hortolândia -- pertencem
à região de Campinas.
O Índice de Desenvolvimento Econômico
Equilibrado está apoiado em metodologia que leva em conta
a prevalescência dos conceitos de geração
e retenção de riqueza divididos pelo número
de habitantes. O IEME considera que a relativização
dos dados é fundamental para a correta interpretação
do ambiente econômico dos municípios.
Também o acréscimo de 20 cidades
produz retrato mais completo do que investidores podem levar em
conta para tomar decisões estratégicas. “Não
se trata de definidor automático de investimentos, já
que é necessária a avaliação conjunta
de outras informações e do banco de dados interno
do investidor. Mas são informações que precisam
ser consideradas, pois contêm um trabalho de inteligência
dos especialistas do IEME” -- afirma Marcos Pazzini, diretor
da Target Marketing e Pesquisas, empresa parceira do IEME e criadora
do Índice de Potencial de Consumo das cidades brasileiras.
O
IEME é um laboratório de pesquisas sem vínculos
públicos, privados ou social e foi criado por um grupo
de profissionais do Grande ABC que atuam em atividades diversas.
O IDEE é um dos quatro macroindicadores do IEME ao lado
do IC (Índice de Criminalidade), IEM (Índice de
Eficiência Municipal) e IDS (Índice de Desenvolvimento
Social). Juntos, os quatro totalizam 15 variáveis que formam
o ICG (Índice Geral de Competitividade), também
liderado no ano passado por São Caetano.
|